Um passageiro com insuficiência renal terminal ficou sem a máquina de diálise que usava todas as noites depois de a British Airways despachar o equipamento no porão do avião em dois voos distintos. A máquina foi danificada na viagem de ida para Heathrow e não foi encontrada após o voo de regresso a Roma, segundo uma queixa publicada na coluna Consumer Champions do The Guardian.

A filha do passageiro disse que a máquina, de 20 kg, era essencial para o tratamento noturno do pai. Quando chegou danificada a Heathrow, a família procurou urgentemente uma substituta e passou horas no serviço de urgência para que o sangue dele pudesse ser monitorizado. Na viagem de regresso, os pais esperaram até às 2h da manhã, antes de lhes dizerem que fossem para casa sem o equipamento.

Ele pediu uma máquina emprestada a um hospital. A sua própria máquina foi entregue três dias depois, com o estojo de proteção aberto e componentes internos desligados, disse a filha. Ela descreveu a angústia de ficar sem o tratamento e a incerteza quanto à disponibilidade de ajuda médica a tempo.

A coluna informou que, durante um mês, a British Airways não respondeu à queixa da família, além de enviar confirmações automáticas de recebimento. Depois de o colunista contactar a companhia aérea, um funcionário pediu desculpa e a empresa respondeu aos e-mails. A British Airways ofereceu 300 libras em vales eletrónicos; a família ficou insatisfeita com a oferta, e a companhia aérea disse que discutiria uma «compensação» adicional.

A coluna observou que as companhias aéreas podem transportar equipamento médico vital gratuitamente se este couber nas dimensões permitidas para a bagagem de cabine, de modo que possa ser guardado em segurança. O aparelho do pai era demasiado grande para essa franquia. O colunista disse que despachá-lo no porão poderia ter sido razoável se o voo estivesse cheio, observando que a companhia aérea afirmou que teria sido possível comprar um assento para a máquina.

Fontes: The Guardian Business.