As seguradoras públicas de saúde da Alemanha enfrentam custos médicos crescentes, reservas limitadas e contribuições suplementares mais elevadas. No primeiro semestre de 2026, as despesas com benefícios aumentaram 7,4%, enquanto as receitas cresceram 4,1%, segundo os números citados numa classificação de solidez financeira elaborada pelo Instituto Alemão de Serviços Financeiros (DFSI) para o Handelsblatt.
Ainda assim, os fundos registaram um excedente de cerca de 2,6 mil milhões de euros durante esse período. O artigo afirma que isso se deveu principalmente ao aumento das contribuições e que os recursos são necessários para recompor as reservas, que diminuíram acentuadamente. Em meados de 2026, as seguradoras públicas tinham reservas de cerca de 7,5 mil milhões de euros — pouco mais de 0,2 meses de despesas, aproximadamente o mínimo legal.
Nenhuma seguradora recebeu a nota máxima da classificação, «excelente». Entre os fundos com cobertura nacional, a Tui BKK foi a única classificada como «muito boa». A Techniker Krankenkasse, a Barmer, a Audi BKK, a HKK Krankenkasse, a HEK Hanseatische Krankenkasse, a MKK Meine Krankenkasse e a SBK receberam classificações «boas».
Entre as seguradoras disponíveis a nível regional, a BKK firmus, a BKK SBH, a BKK Public e a BKK Faber-Castell & Partner foram classificadas como «muito boas». A avaliação da DFSI atribui, em conjunto, um peso de 50% à liquidez e aos ativos, refletindo a necessidade de as seguradoras cumprirem as suas obrigações mesmo quando os mercados, as taxas de juro ou os custos dos benefícios oscilam.
As seguradoras estão agora a preparar os seus orçamentos para 2027. Cada fundo define a sua própria contribuição suplementar, paga além da taxa de contribuição geral de 14,6%. O artigo informa que a taxa suplementar média para 2026 é de 2,9%, segundo o Ministério Federal da Saúde da Alemanha, enquanto o cálculo da DFSI a situa acima de 3%.
A taxa suplementar da Techniker Krankenkasse é atualmente de 2,69%. O seu diretor-geral, Jens Baas, atribuiu essa taxa, em parte, a estruturas administrativas enxutas e a processos eficientes. Os fundos avaliados com mais de um milhão de membros tiveram custos administrativos médios de cerca de 198 euros por segurado; os que tinham entre 500 000 e um milhão de membros registaram uma média de cerca de 168 euros. Em média, as seguradoras menores foram mais eficientes, afirma o relatório.
Uma previsão do grupo de estimativa da GKV indica que a contribuição suplementar média matematicamente necessária poderá manter-se estável em 2027, embora a decisão de cada seguradora seja geralmente tomada pelo seu conselho de administração em dezembro.
Fontes: Handelsblatt.