Luis Escalante passou um ano organizando contas vencidas à mesa da cozinha enquanto tentava manter sua pequena empresa de transporte rodoviário no sul da Califórnia à tona. Reparos caros nos caminhões e a concorrência crescente já pressionavam o negócio. Em seguida, uma forte alta nos preços do Diesel o deixou sem condições de continuar pagando os empréstimos com juros altos que haviam ajudado a manter a empresa funcionando.

Os preços do diesel na Califórnia ultrapassaram US$ 5 por galão e, depois, US$ 6 e US$ 7, após o início da Guerra no Irã, segundo o relato. Escalante, de 47 anos, disse que os custos adicionais com combustível somavam milhares de dólares por mês. Por fim, ele pediu falência, descrevendo a medida como último recurso: “Eu precisava ser honesto comigo mesmo. Não havia como continuar.”

Caminhoneiros e agricultores foram especialmente afetados pelos custos mais altos do diesel, devido à dependência de combustível para veículos e máquinas. Os caminhoneiros estão pagando cerca de 70% a mais por galão do que pagavam um ano antes, informou o relatório. A BKwire, empresa de análise de dados de falências, registrou pelo menos 40 pedidos de falência de empresas de transporte rodoviário em todo o país em setembro, incluindo o de Escalante — um aumento de 38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Especialistas em logística e advogados especializados em falências dizem que os preços recordes do diesel contribuíram para o fechamento de empresas, sobretudo entre os pequenos operadores. David Cruz, advogado especializado em falências na Flórida, disse que, quando os custos do combustível sobem de menos de US$ 4 para mais de US$ 6 por galão, mas as tarifas de frete não acompanham esse aumento, a despesa adicional sai do bolso do proprietário. Cruz também disse que mais empresas de transporte rodoviário entraram em contato com seu escritório desde o início da guerra.

Fontes: The New York Times Business.