A BMW emitiu seu segundo alerta de lucro em um ano, afirmando que os custos da reestruturação — incluindo o corte planejado de 8.000 empregos na Alemanha — pesarão sobre seus resultados. A montadora agora prevê que sua margem de lucro neste ano fique entre -0,5% e 0,5%, abaixo da faixa de 4% a 6% que considerava possível no início do ano.

A empresa afirmou que os custos do quarto trimestre relacionados à reestruturação foram um dos fatores que levaram à revisão para baixo. A BMW também está baixando o valor de partes de gerações anteriores de veículos e tecnologias enquanto acelera o lançamento de uma nova geração de veículos elétricos.

O lucro antes dos impostos no terceiro trimestre caiu 11%, para €2,1 bilhões, enquanto a receita recuou 6%, para €30,4 bilhões. As vendas na China caíram 22% nos primeiros nove meses, uma queda que, segundo a BMW, esteve em linha com o declínio mais amplo desse mercado.

A margem operacional no principal negócio automotivo da BMW encolheu para 3,4%, ante 5,2% um ano antes. O resultado ficou acima da previsão de 3,1% dos analistas. A BMW afirmou que, sem os encargos de reestruturação, a margem teria ultrapassado 2%, permanecendo dentro da faixa prevista anteriormente.

A BMW afirmou que aceleraria os cortes em funções de gestão como parte de sua reestruturação. O diretor-executivo, Milan Nedeljković, disse que a empresa intensificaria e aceleraria as medidas estruturais, acrescentando que a China continuava sendo um foco importante. O lançamento dos modelos Neue Klasse da BMW começa na China neste mês, com a chegada do iX3.

O alerta da BMW vem depois de a Mercedes-Benz reduzir suas previsões na semana passada. As montadoras ocidentais enfrentam a concorrência de rivais chinesas de menor custo, o que contribuiu para a queda das vendas na China e o aumento das exportações para a Europa. A Volkswagen também enfrentou custos significativos de reestruturação, enquanto a Porsche relatou uma ligeira recuperação após os pesados encargos do ano passado, à medida que reformula sua linha de modelos e reduz sua atuação na China.

Fontes: The Guardian Business.