Empresas de tecnologia em toda a Europa estão enfrentando um aumento de currículos e cartas de apresentação que parecem ter sido escritos inteiramente por inteligência artificial. Embora as organizações esperem que os candidatos demonstrem familiaridade com ferramentas de IA, elas alertam simultaneamente contra submissões que carecem de nuances humanas ou dependem demais da geração automatizada.
Gestores de contratação relatam que muitas candidaturas agora "cheiram" a IA, criando um desafio para os recrutadores que tentam identificar talentos genuínos. O consenso entre as startups é que os candidatos devem ser "imersos em IA", o que significa que compreendem e utilizam a tecnologia, mas não "demasiado imersos em IA" a ponto de sua individualidade ser apagada por texto algorítmico.
Algumas empresas adotaram estratégias específicas para filtrar essas candidaturas automatizadas. Uma abordagem envolve pedir aos candidatos que incluam uma anedota pessoal ou um detalhe específico que um modelo de IA teria dificuldade em fabricar de forma convincente. Outros estão procurando sinais de pensamento crítico e resolução de problemas que vão além das saídas padrão geradas por grandes modelos de linguagem.
A tendência destaca uma dinâmica em mudança no cenário de recrutamento, onde a proficiência com IA está se tornando um requisito básico em vez de um diferencial. No entanto, a capacidade de usar essas ferramentas como uma ajuda e não como uma muleta continua sendo um fator chave para distinguir candidatos bem-sucedidos daqueles que simplesmente dependem da automação para criar suas narrativas profissionais.
Fontes: Sifted.