A participação direta e indireta de 28,6% da Alemanha na Deutsche Telekom é mais do que um legado da propriedade estatal, segundo um comentário do Handelsblatt. À medida que Washington e Pequim usam empresas como instrumentos de poder, a participação do Estado dá a Berlim influência sobre uma das maiores corporações do país, argumenta o artigo.

Essa influência poderia enfraquecer se a Deutsche Telekom avançar com uma fusão com sua subsidiária nos EUA. A empresa resultante poderia se tornar o maior grupo de telecomunicações do mundo, enquanto a participação do Estado alemão seria diluída.

A fusão também poderia transformar a empresa, que hoje é um grupo listado no DAX e sediado em Bonn, em uma empresa global com raízes alemãs. O comentário argumenta que Berlim não deveria abrir mão de sua influência sobre a Deutsche Telekom.

Fontes: Handelsblatt.